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domingo, 3 de abril de 2016

A ARANHA (poesia e curiosidades)

Olá amigos!

Hoje vou postar um poema que escrevi sobre um bichinho muito trabalhador e que deixa algumas pessoas em pânico : a aranha. 




A ARANHA

Quantas pernas tem a aranha?
Quantos braços ela tem?
Para construir sua casa,
trabalha como ninguém...

Vive sozinha, coitada,
mas também quem se arrisca
a cair em sua teia
pra fazer-lhe uma visita?

(Andra Valladares)





VAMOS FALAR UM POUCO MAIS SOBRE AS ARANHAS? 

As aranhas são aracnídeos e não insetos. Vocês sabiam que existem cerca de 40.000 espécies de aranhas? 
Essas 40 000 espécies são divididas em mais de 100 famílias, sendo que cerca de 30 delas são consideradas perigosas para o homem. 
A variedade das aranhas vai do tamanho, hábitos, cores e formados, mas algumas características são padrões como os quatro pares de patas, a cabeça (cefalotórax), abdômen e de 2 a 8 olhos, havendo espécies cegas (cavernosas). Possuem presas que podem funcionar cruzando-se ou sendo injetadas na pele do homem e outros animais. 
Algumas são venenosas e outras podem simplesmente irritar a pele ao liberar seus minúsculos pelos. São bichos astutos e de movimentos rápidos, podendo ser encontrados em teias domésticas, terrenos abandonados, oco de árvores, cachos de plantas e até mesmo na água, pois esse animal apesar de possuir pulmões, consegue ficar sem respirar devido aos pulmões facultativos. 

Mesmo sendo a maioria das aranhas inofensivas, por via das dúvidas, é bom evitar o contato direto com elas, pois mesmo as que não são venenosas podem causar irritações na pele. 

CURIOSIDADES SOBRE ALGUMAS ESPÉCIES DE ARANHAS 

A  Theraphosa blondi, considerada a maior aranha do mundo é conhecida popularmente como aranha-golias-comedora-de-pássaros, aranha-golias ou tarântula-golias (foto abaixo), essa espécie pode atingir o tamanho de 30 cm ou um pouco mais. 


Elas normalmente comem insetos como grilos, gafanhotos, baratas, mas podem comer pássaros, pequenos roedores, lagartos, sapos, algumas cobras e também têm comportamento canibalístico, podendo comer outras aranhas de sua espécie.

A aranha-golias atingir o tamanho de um cachorro pequeno, habita as regiões próximas ao Rio Amazonas na América do Sul. Apesar do tamanho assustador, elas não são venenosas.



Tarântulas ou caranguejeiras  são aranhas da família Theraphosidae que se caracterizam por terem patas longas com duas garras na ponta, e corpo revestido de pelos. As tarântulas habitam as regiões temperadas e tropicais das Américas, Ásia, África e Oriente Médio. Enquanto estão crescendo, têm uma fase de troca de pele chamada ecdise. Apesar do tamanho e aspecto sinistro, as tarântulas não são perigosas para a espécie humana, uma vez que não produzem toxinas nocivas aos seres humanos, por isso são eventualmente criadas como animais de estimação. Uma de suas defesas são os pelos urticantes de suas costas e abdômen, que irritam a pele do possível predador.



Conforme noticiado na Revista Galileu, essa bela aranha azul, conhecida como Tarântula Sazima, foi descoberta no Brasil no ano de 2012. Infelizmente, apesar do registro recente da sua existência,  ela já é considerada uma espécie ameaçada de extinção devido ao tráfico de animais que ocorre em larga escala no nosso país.



Essa aranha da foto ao lado é uma espécie bastante conhecida por ser muito venenosa. Outra curiosidade que deu origem ao seu nome, é o fato de que a fêmea mata o macho após o acasalamento. Por causa disso, essa espécie foi denominada Viúva Negra. No Brasil, é encontrada atualmente próxima ao mar, sobretudo em praias pouco frequentadas. É amplamente encontrada em torno da Baía de Guanabara. 




As aranhas-marrom (foto abaixo) são aracnídeos peçonhentos, conhecidas por sua picada necrosante, ou seja, seu veneno é tão forte que no lugar onde ela pica a pele apodrece. Essa é considerada uma das espécies de aranhas mais venenosas do mundo.
As aranhas-marrom têm um comprimento total de cerca de 3 a 4 cm e seis olhos na cor branca. Algumas apresentam o desenho de uma estrela na cabeça. Produzem teias irregulares, porque têm como característica a peregrinação noturna e a alta atividade no verão. 
Durante o dia permanecem escondidas sob cascas de árvores e folhas secas de palmeira - na natureza - ou atrás de móveis, em sótãos porões e garagens - no ambiente doméstico.
    
Phoneutria (do grego phoneútria, "assassina") é um gênero de aranhas conhecidas pelos nomes comuns de armadeira, aranha-macaco ou aranha-de-bananeira. O nome comum armadeira vem da sua atitude invariável de ataque, com as patas dianteiras erguidas.
Originárias da região sul-americana, com um corpo de 3,5 cm a 5 cm e pernas de até 17 cm de envergadura (fêmea). São altamente agressivas e peçonhentas, pois produzem um veneno cujo componente neurotóxico é muito potente. Frequentemente entram em habitações humanas à procura de alimento ou abrigo, escondendo-se em roupas e sapatos. Quando incomodadas, picam furiosamente diversas vezes, e centenas de acidentes envolvendo essas espécie são registrados anualmente: são responsáveis por aproximadamente 42% dos casos de picadas por aracnídeos notificados no Brasil. Sua picada é extremamente dolorosa.
É considerada a aranha mais peçonhenta do mundo, devido a potência do seu veneno. No Brasil, é a segunda aranha que mais causa acidentes, perdendo apenas para a aranha-marrom.


Fontes de pesquisa: BLOGODORIUM,  WIKIPEDIA, REVISTA GALILEU e BATANGA
http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI325898-17770,00-ESPECIES+INCRIVEIS+DESCOBERTAS+EM.html

http://www.batanga.com.br/892/conheca-a-tarantula-golias-a-maior-aranha-do-mundo



terça-feira, 16 de julho de 2013

A PRINCESINHA (Andra Valladares)

Olá criançada, 

Hoje vou postar um poema especial para as meninas, ele foi inspirado na Ana Clara, minha sobrinha, e também na princesinha que fui um dia. 

Sei que existem muitas princesinhas por aí bem parecidas com essa. Espero que gostem. 

Beijinhos! 


Fotografia: autor desconhecido



A PRINCESINHA


A princesinha
chega na festa
bem arrumada,
bem penteada,
bem maquiada,
bem engomada,
toda cheirosa,
toda enfeitada...

Logo que chega,
os seus sapatos
ficam perdidos
pelo salão...
Passado um tempo
sem penteado,
laços de fita
enfeitam o chão...

No corre-corre
a maquiagem
agora escorre,
não foi em vão...
E o perfume
aonde está?
Ficou perdido
em algum lugar?

Hora do lanche
com suco de uva
e a princesinha
ganha um bigode... J
Pula que pula
a festa inteira.
Foi tão intensa!
Bem prazenteira...
  
A princesinha
entra no carro
e então, desmaia...
Descabelada
toda amassada,
cheirando a pena
e com bigode.
Mas sem problema...
Essa princesa
está tão bela,
que até parece
a Cinderela! 



Andra Valladares
(poema inspirado na princesinha Ana Clara, minha sobrinha)





quinta-feira, 11 de julho de 2013

O RESTAURANTE DO SACI (conto infantil)






O RESTAURANTE DO SACI
(Gabriel Sarmento e Andra Valladares) 


Diz a lenda que certa vez o Saci abriu um restaurante especial para seus amigos da floresta.

O Curupira estava fazendo aniversário e foi ao restaurante do Saci para comemorar. O Saci serviu para ele uma bela salada de frutas com maçã, banana, kiwi, uva e mel. Quando o Curupira sentou-se à mesa para comer, outros amigos que estavam escondidos apareceram e gritaram:

- Surpresa!

Os amigos, Caipora, Boitatá, Lobisomem, Mula-sem-cabeça e Iara chegaram cantando, um “parabéns pra você” diferente do que se canta na cidade. A música de aniversário deles era assim: “Parabéns pro Curupira, ele cuida da mata e é da nossa família das lendas brasileiras.”

Depois de cantar e cumprimentar o Curupira pelo aniversário, todos quiseram comer pois estavam com muita fome.

O Lobisomem pediu: - Quero um pedaço de carne “beeemmm grandeeee... Auuuuuuu!"

O Caipora falou: - Quero banana amassada com mel.

O Boitatá pediu: - Um peixe, pode deixar que eu mesmo o assarei no meu fogo.

A Iara falou para o Saci:

- Você vai ter que adivinhar o que eu quero. Vou dar uma pista... é uma fruta que tem a cor roxa.

O Saci afirmou: - Já sei... Jabuticaba!

A Iara disse: - Errou!

Ele falou: - Beterraba!

Dando uma risada, a Iara disse: - Desde quando beterraba é fruta, Saci? 

- Então, só pode ser uva... – falou o Saci.

- Sim, traga para mim! – exclamou a Iara.

A Mula-sem-cabeça, com sua voz cavernosa, pediu: - Quero unhas e dentes!

O Saci pensou: “- E agora?”

Então ele serviu os outros amigos que fizeram pedidos mais fáceis e falou para a Mula-sem-cabeça que iria providenciar o que ela havia pedido. Feito isso, pegou uma tesoura, entrou em seu redemoinho e foi direto para o Sítio do Pica-Pau Amarelo.

Chegando ao Sítio, contou a todos que precisava atender ao pedido da Mula-sem-cabeça e pediu para cortarem as unhas para levar para ela. 

O Pedrinho perguntou: - Mas a Mula-sem-cabeça quer só quer unhas?

O Saci disse: - Pior é que não... Ela também quer dentes! E se ficar com muita fome pode até atacar alguém...

Narizinho, com a cara assustada, falou: - As unhas eu corto mas meus dentes eu não dou não! 

Todos ficaram espantados e o Visconde falou: - E agora, o que podemos inventar para acabar com a fome da Mula-sem-cabeça?

A Emília deu um sorriso matreiro e falou: - Tive uma ideia bonecal! Tenho a solução para esse problema e ela está lá na minha canastrinha...

Falando isso, partiu correndo para o quarto da Narizinho, pegou sua canastrinha e voltou às gargalhadas para a sala.

- Aqui estão seus dentes, Saci! – falou a Emília, retirando de dentro da canastra uma dentadura velha de Dona Benta.

Dona Benta, meio sem graça, falou : - Mas que boneca atrevida!... Onde você achou isso, Emília?

- Ah... Encontrei, por aí... A senhora não ia querer mesmo essa dentadura velha faltando um dente da frente, né? Diz que não, por favor... – respondeu a boneca com a cara mais sapeca do mundo.

Dona Benta, segurando o riso e sabendo da gravidade da situação, rendeu-se ao pedido da Emília, dizendo:  - Não Emília... Essa boneca não tem jeito mesmo...

Então a boneca disse: - Pronto Saci, seu problema está resolvidíssimo, agora é só arrancar os dentes da dentadura e dar para a Mula-sem-cabeça, ela nem vai perceber a diferença.

A Tia Nastácia, fazendo o sinal da cruz, falou baixinho para Dona Benta: - E esse “Coisa Ruim”?  O que será que vai querer comer? Tomara que não passe pela minha cozinha e bagunce tudo...

O Saci agradeceu a todos, pegou as unhas cortadas, a dentadura, fez uma cara peralta e deu uma risada: - Eheheheh... – sumindo no mesmo instante em direção à cozinha.

Na cozinha ele encontrou um bolo de milho apetitoso que a Tia Nastácia havia acabado de preparar  para o café da manhã do dia seguinte e ainda estava quentinho...

Então, de lá mesmo, o Saci gritou: - Sinhá Nastácia! A cozinha não vou bagunçar mas esse bolo de milho eu vou levar!... Ehehehe...

Tia Nastácia foi correndo para a cozinha mas apenas sentiu o ventinho do redemoinho do saci, ele já havia sumido...

Fazendo o sinal da cruz, ela disse:  – Ah, seu pestinha! Ainda pego sua carapuça e te coloco na linha...

Então o Saci voltou para seu restaurante e entregou para a Mula-sem-cabeça as unhas e os dentes da dentadura. Ela comeu e perguntou: - Onde você conseguiu esses dentes, Saci?

Ele disse que era segredo e não podia contar. E perguntou: - Por que você não gostou?

Ela disse: - Se gostei? Eles são bem macios e com um sabor diferente... Eu adorei e virei sempre ao seu restaurante para comer mais.

O Saci deu um sorriso amarelo e falou: - Que bom! Eheheh...

Depois disso, perguntou aos outros amigos se haviam gostado de seus pratos e todos elogiaram a comida.

Então disse o Saci: - Agora que estão todos satisfeitos, quem vai comer sou eu... E vai ser esse espetacular bolo de milho feito pela maior quituteira de todas as histórias... hum!...

Os amigos falaram em coro: - Sobremesa? Também queroooo!

O Saci segurou o bolo de milho, arregalou os olhos e rapidamente finalizou o assunto: - Epa! Está na hora de vazar... Restaurante fechado, não vai mais funcionar !!!... Eheheh...

E desapareceu no vento... 

FIM




** TODOS OS DIREITOS RESERVADOS ** 

- Estou muito feliz com esse novo parceiro que consegui para me ajudar na criação de histórias. Esse importante parceiro é ninguém menos que meu filho Gabriel com toda a sabedoria, inventividade e ingenuidade de seus cinco anos de idade. Ele adora os mitos e lendas do Brasil, já li vários livros para ele sobre o assunto. Ele começou a criar essa história e eu fui escrevendo, quando se cansou comecei a inventar e ele também me ajudou dando seus pitacos. Este conto foi publicado no dia 26/08/2012 o blog "Poeticamente: Música Prosa e Verso".


segunda-feira, 8 de julho de 2013

ECA! (Andra Valladares)


Olá Amiguinhos,

Vou postar hoje um poema que escrevi e faz o maior sucesso entre a criançada, ele é todo construído com a rima ECA e conta a história do Zeca, levado da breca... No ano passado ele foi um dos poemas apresentados pelos alunos do Marista do 2º ano da Educação Infantil no "Alunos em Cena".

Beijinhos.

Andra 




ECA!

O Zeca, levado da breca,
encheu a caneca,
bebeu água à beça...
Depois, distraído,
brincando com a Teca,
ficou tão apertado
que fez xixi na cueca.
A mãe falou: - Eca, Zeca, que meleca!
Já lhe disse onde peca...
Se estiver apertado,
vá ao banheiro, sapeca!
Agora, vá lavar a cueca
e estender no varal que ela seca.


(Andra Valladares)

quarta-feira, 22 de maio de 2013

OLÁ, BOLA! (Andra Valladares)

Olá Amigos,

Segue abaixo uma poesia que escrevi com o tema BOLA, esse poema tem também finalidade didática pois as rimas foram feitas todas com a mesma terminação (OLA), para ajudar os pequeninos em fase de alfabetização entenderem a formação das palavras. Espero que gostem! 





OLÁ, BOLA!


A BOLA QUICA
MAS NÃO É MOLA.
NÃO EMBOLA,
NEM ENROLA.
BATE NA SOLA
E NÃO COLA.
BOLA, BOLA,
ROLA QUE ROLA...


Andra Valladares